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Faleceu Caboclinho, a pérola negra do futebol juazeirense

Dom, 22 de Janeiro de 2012 05:32 Juazeiro 1 Comentários
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Caboclinho

O futebol juazeirense está de luto. Faleceu aos 78 anos às 21 horas no Hospital Pro-Matre de Juazeiro, Bartolomeu de Brito Monteiro, o Caboclinho, um dos maiores jogadores de futebol nascidos em Juazeiro.

Carinhosamente chamado de Tio Bertinho, deixa no seio de sua família uma lacuna impreenchível, e no futebol de juazeiro uma história irretocável de conquistas e sólidas amizades. E se o futebol não lhe deu a recompensa material compatível com o seu talento, esse mesmo futebol lhe rendeu todas as homenagens possíveis, inclusive o privilégio de ter os seus pés eternizados na recém criada “Calçada dos Craques” do Estádio Adauto Moraes.

Embora não tenha jogada em todos os clubes amadores de Juazeiro, não seria nenhum exagero dizer que foi, com absoluta convicção, ídolo de todas as torcidas e, particularmente, motivo de orgulho de olarienses, carranquenses, venezianos, barro-vermelhenses, gremistas e juazeirenses que em algum momento o tiveram também como treinador, dirigente esportivo ou apenas um conselheiro.

O legado que ele deixa para o futebol extrapola as nossas fronteiras e atravessa o oceano. Foi ele, como treinador das divisões de base do Juazeiro Social Clube, quem deu as primeiras orientações a Daniel Alves, o hoje consagrado craque mundial do Barcelona e da Seleção Brasileira.

Missão difícil, senão impossível, seria quantificar quantas taças e troféus Caboclinho emprestou o seu nome em homenagens das mais diversas ligas suburbanas e campeonatos amadores. Sua relação com a Seleção Juazeirense de Futebol era uma relação de amor, de respeito e de comprometimento que lhe rendeu a oportunidade de se profissionalizar como jogador de futebol, defendendo times da capital baiana e convites para jogar no futebol do Rio de Janeiro.

Mas ele não queria aventuras. O homem simples que era já se sentia realizado e, assim,  retornou à sua terra onde continuou a abrilhantar as tardes de domingo de futebol no Adauto Moraes, àquela época no piso de terra.

E foi lá, no crepúsculo de sua brilhante carreira que eu o vi jogar pela primeira vez. Me aproximei para ouvi-lo e nunca mais deixei de escutá-lo. Antes, como jogador, depois como treinador e dirigente esportivo e, por fim, como homem de conduta inabalável, dono de um coração altruísta que só queria o bem para o seu semelhante.

Sua missão está cumprida entre nós. O coração que transbordava de bons sentimentos parou de pulsar em seu peito que tantas bolas amaciou. Caboclinho se foi.

Que Deus o tenha!

Carlos Humberto

Comentários
  

0 juracy santos 04/02/2012 22:32 #1
Os nossos sentimentos não so a familha como a os desportistas juazeirenses de um modo em geral,esta cidade sentirá muita falta deste grande desportista.
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